História

Arthur Ramos: um alagoano ilustre

É muito comum que muitas pessoas residentes na cidade de Maceió e arredores ao serem questionadas sobre o nome “Arthur Ramos”, lembrar e falar do “Hospital Memorial Arthur Ramos”, poucos irão tecer considerações acerca da vida e da obra deste alagoano ilustre. Tendo em vista esta problemática, nós do Blog Temas Variados decidimos criar uma série de publicações sobre os grandes nomes de Alagoas, pessoas que se destacaram pela sua vida e obra.

Eu sempre me questionei como poderia ser possível um graduando em psicologia e alagoano, por si só, não conhecer se quer uma obra de Arthur Ramos. Afinal, este personagem não dedicou sua vida apenas a medicina. Muitos foram os trabalhos de Arthur Ramos, onde o mesmo dedicou longos períodos de estudo e dedicação.

Arthur Ramos era médico psiquiatra, psicólogo, indigenista, etnólogo, folclorista e antropólogo. Aos quinze anos de idade publicou o seu primeiro artigo. Por sua vez, defendeu a tese de doutorado denominada “Primitivo e Loucura” no ano de 1926. A tese de Arthur Ramos foi bastante consagrada no meio acadêmico, recebendo elogios de grandes homens, a saber, Sigmund Freud, Eugene Bleuler e Lévy Bruhl.

No Rio de Janeiro, ano de 1934, publica sua obra “O Negro Brasileiro”. Posteriormente, assumindo a cátedra de Psicologia Social, tornando-se em seguida o pai da Antropologia Brasileira.

Foi aos Estados Unidos, onde ensinou e participou de vários simpósios em universidades consagradas, a saber:

 Universidade da Lousiana, Califórnia.

Universidade de Harvard, Massachusetts.

Universidade de Columbia, Nova Iorque.

Era um humanista de ideias libertarias, lutou contra o imperialismo e o preconceito racial, por sua vez, sendo preso por duas vezes pelo DOPS (Departamento de Ordem Política Social), na ditadura Vargas.

Considerado um dos maiores pensadores da humanidade, sempre esteve à frente do seu tempo. Um homem que primava pelo diletantismo. Deixando um legado de mais de seiscentas obras (Livros e artigos).

Todavia, Arthur Ramos nasceu no município de “Pilar” em Alagoas, no dia 7 de julho de 1903, filho do médico Manuel Ramos de Araújo e Ana Ramos. Morreu em Paris, aos 46 anos de idade, vítima de um edema pulmonar, no dia 31 de outubro de 1949.

Obras Principais

Primitivo e Loucura, (1926);

Estudos de Psychanalyse, (1931);

O Negro Brasileiro, (1934);

A Higiene Mental nas Escolas: Esquema de Organização, (1935);

O Folk-lore Negro do Brasil, (1935);

A Mentira Infaltil, (1937);

Saúde do Espírito (Higiene Mental), (1939);

Pauperismo e Hygiene Mental, (1939);

 Cultura e Ethos, (1945);

A Organização dual entre os Índios Brasileiros, (1945);

A Renda de Bilros e sua aculturação no Brasil, (1948);

Guerra e Relações de Raça;

Psychiatria e psychanalyse;

Introdução à Antropologia Brasileira;

Introdução à Psicologia Social;

O Negro na Civilização Brasileira;

Estudos de Folk-lore;

Educação e Psychanalyse;

Atualidade de Arthur Ramos;

As Culturas Européias e Europeizadas;

As Culturas Indígenas;

As Culturas Negras;

 A Criança Problema: A Higiene Mental na Escola Primária;

 A Mestiçagem no Brasil.

 

Fonte:

Site Hospital Memorial Arthur Ramos

Site Alagoar